domingo, 16 de novembro de 2014

Por que a matemática e importante?

              





    Este blog foi criado para ensinar nos professores como lidar com a matemática e como fazer nossos alunos a gostar da matéria e responder de forma clara que a matemática não e um bicho de 7 cabeças

Porque a matemática existe?";

"Para que serve?";
"Porque eu preciso estudar matemática?". 
 São perguntas frequentes feitas pelas pessoas que insistem em saber, enfim, a finalidade da matemática.


  Como podemos ver, a matemática está presente cada vez mais no nosso dia a dia, aparece no nosso cotidiano de uma forma extraordinária e cada vez mais rápida e renovadora... O que seria de nós sem ela? Se pararmos para observar, a matemática é tão fundamental a nossas vidas como o português, assim como precisamos da linguística para falar nosso idioma, necessitamos dos números e seus derivados! 


  O blog tornam-se um espaço educacional privilegiado, pois permite a reflexão sobre a leitura e a escrita do que é postado pelo autor, bem como sobre as mensagens postados pelos visitantes, que colaboram e cooperam formando uma comunidade aberta e receptiva.  Desta forma, são ampliadas as possibilidades de um diálogo mais autêntico e profundo com outras formas de saber, outros pontos de vista favorecendo a interdisciplinaridade, ajudando a construir redes sociais e redes de saberes.Pode-se criar um diário eletrônico reflexivo para: refletir sobre suas próprias experiências docentes;escrever a descrição de uma unidade específica de ensino; fornecer alguma dica de ensino para outros docentes; compartilhar idéias de atividades de ensino ou jogos de linguagem para uso em sala de aula; explorar assuntos importantes sobre ensino e aprendizagem.



20 situações cotidiano em que operações matemática são utilizadas








  • Horários (tempo);
  • Comprar qualquer produto no mercado (preços);
  • Comprar ovos na granja (contando as dúzias);
  • Medir distâncias de lugares;
  • Medir quem é o mais baixo ou mais alto;
  • Saber quem é mais velho ou mais novo (idade);
  • Brincar com jogos de tabuleiro (andar casas);
  • Programar um compromisso daqui alguns dias (contar dias, meses, anos);
  • Fazer uma receita de bolo (quantidades);
  • Brincar com jogos de pontuação (o jogador que tiver mais pontos ganha);
  • Usar a brincadeira do “par ou ímpar” para decidir algo;
  • Saber quantos moradores tem na sua casa;
  • Contar os alunos da sala;
  • Desenhar uma figura com um tamanho específico (usar a régua);
  • Dividir o pacote de bolacha com os amigos;
  • Jogos em geral exigem a matemática;
  • Trocar os móveis do quarto de lugar (noção de espaço e medidas);
  • Saber quantos litros de água é tomado por dia;
  • Dar e receber o troco em uma compra (somar, subtrair).
  • Fazer comida exige saber a quantidade proporcional.

Pergunta desafiadora!

PERGUNTAS DESAFIADORAS

Perfil: Atividade elaborada para crianças de 8 ou 9 anos, já com prévio conhecimento da utilização do ábaco e noções básicas de divisão, subtração e adição. Abaixo segue uma lista de perguntas que vocês pode fazer para desafiar os alunos do 5º do Fundamental para a construção de casas decimais.Os objetivos são promover maior entendimento e engajamento com os números e um ensino divertido. Pode se até para essa idade promover uma gincana matemática utilizando o ábaco, visto estarem desenvolvendo forte habilidades e inclinação para a competição.
Observação importante: As atividades com perguntas devem ser feita com a mediação do educador. Devem ser aplicadas com paciência, pois a criança irá testar todas as hipóteses que encontrar até ter certeza de que a sua está correta.
Lista de Perguntas
1) Quem conhece o ábaco e para que ele Serve?
2) Compreender que 10 unidades sempre podem ser trocadas por uma dezena, e vice-versa como fazer no Ábaco?
3) O ábaco pode substituir a calculadora?
4) Qual o total de pontos representados no ábaco?
5) Qual a função do zero que aparece na unidade?
6) Como podemos representar 3 dezenas  no ábaco?
7) Agora como podemos tirar unidades desse número e representar essa resposta no ábaco?
8) Agora acrescente oito unidades a esse valor e represente no ábaco.
9) Qual a função do zero que aparece na dezena?
10) Quais números você consegue formar no ábaco?
Os de unidade e dezenas são mais  fáceis do que centena e milhar.
11) Quais contas você conseguiria fazer?
Sim, claro é ainda é muito mais fácil de entender as contas de adição. A conta de subtração ainda acha um pouco difícil.
12) O que você mais gostou desta forma de ver os números?
As crianças responderam que é legal, porque é colorido, porque as bolinhas balançam.
13) Então você consegue fazer a soma de 130+ 1130 = 1260?
Conseguiu fazer conta, porém teve um pouco de dificuldades na hora de entender o resultado
14) O que você observou com essa atividade?

DIFERENTES TIPOS DE ÁBACO

  

História


O Ábaco, primeira máquina de calcular da humanidade,foi inventado pelos chineses conhecendo-se também versões japonesas, russas e astecas.
Ábaco Chinês - O registo mais antigo que se conhece é um esboço presente num livro da dinastia Yuan (século XIV). O seu nome em Mandarim é "Suan Pan" que significa "prato de cálculo". O ábaco chinês tem 2 contas em cada vareta de cima e 5 nas varetas de baixo razão pela qual este tipo de ábaco é referido como ábaco 2/5.O ábaco 2/5 sobreviveu sem qualquer alteração até 1850, altura em que aparece o ábaco do tipo 1/5, mais fácil e rápido.Os modelos 1/5 são raros hoje em dia, e os 2/5 são raros fora da China excepto nas suas comunidades espalhadas pelo mundo.

Ábaco Japonês - Por volta de 1600 D.C., os japoneses adoptaram uma evolução do ábaco chinês 1/5 e chamado de Soroban. O ábaco do tipo 1/4, o preferido e ainda hoje fabricado no Japão, surgiu por volta de 1930. Uma vez que os japoneses utilizam o sistema decimal optaram por adaptar o ábaco 1/5 para o ábaco 1/4, desta forma é possível obter valores entre 0 e 9 (10 valores possíveis) em cada coluna.

Ábaco Asteca - De acordo com investigações recentes, o ábaco Asteca (Nepohualtzitzin), terá surgido entre 900-1000 D.C. As contas eram feitas de grãos de milho atravessados por cordéis montados numa armação de madeira. Este ábaco é composto por 7 linhas e 13 colunas. Os números 7 e 13 são números muito importantes na civilização asteca.
O número 7 é sagrado, o número 13 corresponde à contagem do tempo em períodos de 13 dias.





Ábaco Russo - O ábaco russo, inventado no século XVII, e ainda hojeem uso, é chamado de Schoty. Este ábaco opera de forma ligeiramente diferente dos ábacos orientais. As contas movem-se da esquerda para a direita e o seu desenho é baseado na fisionomia das mãos humanas. Colocam-se ambas as mãos sobre o ábaco, as contas brancas correspondem aos polegares das mãos (os polegares devem estar sobre estas contas) e as restantes contas movem-se com 4 ou 2 dedos. O valor das colunas está representado na Figura 2. e a linha mais baixa representa as unidades a seguinte as dezenas e assim sucessivamente. A forma de fazer operações matemáticas é semelhante ao do ábaco chinês.
Por exemplo, para se obter o valor 5874, deve-se mover para a esquerda cinco contas da oitava linha (obtém-se 5000), de seguida oito contas da sétima linha (já temos 5800), sete contas da sexta linha (5870) e por fim move-se quatro contas da quinta linha para a esquerda, obtendo-se o valor 5874. 
Em 1958, Lee Kai-chen inventou um novotipo de ábaco com 4 secções. Basicamente o ábaco consiste na junção de 2 ábacos diferentes: no topo está um ábaco pequeno do tipo 1/4 (sorobon) e em baixo está um ábaco 2/5 (suan-pan).O autor afirma que este ábaco torna a multiplicação e a divisão mais fácil e torna possível a realização de raízes quadradas e cúbicas.

Atividades com ábaco com recursos para compreensão das casas decimais


Atividade que utiliza o ábaco para compreensão das casas decimais

Objetivos: Compreensão do sistema decimal através do suporte ábaco de pinos; Compreensão e aprendizado das operações: adição e subtração;
 Para iniciar o uso do ábaco de pinos como suporte nas operações, é adequado que sejam propostas contas simples.
     Por exemplo: 21 + 6
 
    Inicia-se a operação colocando no ábaco o número de argolas correspondentes à quantidade representada pelo primeiro numeral, 21.Portanto uma argola deverá ser colocada no primeiro pino da direita para a esquerda (onde são colocadas as unidades) e duas argolas deverão ser colocadas no segundo pino da direita para a esquerda (onde são colocadas as dezenas). Em seguida, coloca-se o número de argolas correspondentes à quantidade representada pelo segundo numeral; portanto deverão ser colocadas 6 argolas no primeiro pino (das unidades). Faz-se a contagem encontrando 7 argolas no primeiro pino (7 unidades), e 2 argolas no segundo pino (2 dezenas), somando 27 argolas ou unidades.
ábaco
   O mesmo processo pode ser utilizado para a compreensão da operação de subtração.
   Outras atividades que podem colaborar com o aprendizado das casas decimais:
   No ábaco de pinos representamos o número 132 assim:
abaco 2
Faça como no exemplo acima escrevendo a soma que representa cada ábaco:
abaco 3
DICA PARA PROFESSORES: (REGISTRO) É importante que, durante a realização das atividades o professor registre através de observação e anotação o comportamento do aluno, indícios de satisfação e estresse, compreensão e dúvidas coma  finalidade de intensificar e melhorar as atividades de brincadeira e formais com relação à matemática.

 outro exemplo:



                         Adição e Subtração com Ábaco Aberto

lapis
Este trabalho consiste de uma proposta para ensino de adição e subtração através do uso de ábaco. Estas atividades foram desenvolvidas para turmas de sexto ano nas quais diagnosticamos deficiências relacionadas à aprendizagem das operações aritméticas. Para este nível o material aqui apresentado pode ser aplicado ao longo de dois tempos de aula. Pode-se, também, utilizar este material para ensino das operações aritméticas no primeiro ciclo do fundamental, mas nesse caso recomendamos que o trabalho seja feito de forma mais lenta, dividido em várias aulas.
Os principais conteúdos envolvidos nas atividades aqui propostas são: sistema de numeração decimal, adição de naturais e subtração e naturais. O desenvolvimento destas atividades em sala de aula busca capacitar o aluno a:

  • Aprender a manusear o ábaco;
  • Identificar as ordens do Sistema de Numeração Decimal;
  • Entender o conceito de agrupamentos, reagrupamentos e valor posicional;
  • Compreender os algoritmos das operações de adição e subtração. 


  • Os recursos necessários para o desenvolvimento destas atividades são ábacos abertos (recomendamos um por aluno) e fichas de acompanhamento (listas de exercícios que fornecemos neste trabalho). Através destas mesmas fichas de acompanhamento poderá ser feita a avaliação do trabalho e a verificação de aprendizagem.

    Objetivos

    Conferir significado aos algoritmos da adição e subtração através da associação de seus diversos passos com as etapas dos procedimentos utilizados para efetuar estas operações no ábaco. Aprimorar a compreensão dos alunos sobre adição e subtração.
    Materiais utilizados
    - Ábacos abertos (um por aluno ou dupla);
    - Listas de exercícios e acompanhamento fornecidas neste plano.
    Etapas do Trabalho
    1ª atividade: o sistema de numeração decimal e o ábaco aberto
    2ª atividade: relacionar a soma no ábaco ao algoritmo da adição
    3ª atividade: relacionar a subtração no ábaco ao algoritmo desta operação (sem substituições)
    4ª atividade: relacionar a subtração no ábaco ao algoritmo desta operação (com substituições)

    Atividades

    1ª atividade: o sistema de numeração decimal e o ábaco aberto

    Objetivos: ensinar a representação de números naturais no ábaco aberto ressaltando a relação entre posição e valor dos algarismos no sistema decimal.

    Materiais: ábaco aberto e ficha de acompanhamento 1.

    O sistema de numeração que utilizamos é o decimal, pois os agrupamentos e reagrupamentos são feitos de dez em dez. Para a utilização do ábaco precisamos compreender as regras básicas do sistema de numeração decimal e, em particular, a ideia de valor posicional: o mesmo algarismo pode representar valores diferentes dependendo da posição que ocupa no número. Por exemplo, o algarismo 1 representa, no número 10, uma dezena, já no número 100, representa uma centena. Essa mesma relação do valor com a posição do algarismo pode ser observada na representação dos números no ábaco aberto:
    ilustraopinos
    Assim, o ábaco aberto é um material concreto no qual podemos representar o sistema de numeração decimal. É formado por um pino para as unidades, um para as dezenas, um para as centenas e um para os milhares (alguns ábacos abertos possuem ainda um pino para as dezenas de milhares). Logo cada pino representa uma ordem.
    1º PASSO - EXPLICAR AOS ALUNOS O SIGNIFICADO DE CADA PINO DO ÁBACO


  • segure um ábaco vazio e uma argola;
  • coloque a argola no primeiro pino da direita (unidades);
  • pergunte aos alunos que número está argola representa no ábaco;
  • repita o procedimento para cada um dos pinos (no segundo os alunos devem responder que a argola representa 10, no terceiro 100 e assim por diante).
  • É fundamental que os alunos compreendam muito bem que cada pino representa uma ordem, uma quantidade diferente.
    No ábaco realizamos operações básicas tais como: adição, subtração, multiplicação e divisão. Neste plano de aula trabalharemos somente com adição e subtração. Para a utilização do ábaco os alunos devem compreender que sempre que temos dez argolas agrupadas em um pino, devemos substituí-las por uma argola no pino seguinte (à esquerda).
    2º PASSO - ENSINAR A UTILIZAR O ÁBACO
         O professor deve explicar aos alunos que em cada pino só pode haver no máximo nove argolas, e que quando tivermos dez argolas devemos substituí-las por uma argola no pino seguinte.Em seguida deve exemplificar apresentando tais substituições no ábaco:

    Devemos substituir 10 unidades por 1 dezena.
    1010
    Devemos substituir 10 dezenas por 1 centena.
    100100
    Da mesma forma 10 centenas por uma 1 milhar.         
    10001000
    Em seguida o professor deve utilizar alguns exemplos para ensinar aos alunos como representar os números no ábaco. Escreva o número no quadro e pergunte aos alunos quantas unidades, quantas dezenas, quantas centenas e quantos milhares devemos usar para representar este número no ábaco. Oriente os alunos a representarem em seus ábacos o número dado. A seguir apresentamos algumas possibilidades, caberá ao professor observar as respostas da turma para verificar se são necessários exemplos adicionais. É importante atentar para números que usam o zero em sua representação. Os alunos costumam errar nestes casos não deixando o pino correspondente vazio.
    a) 524b)2307c)4051
    524  2307 4051


    lapisHora de registrar as atividades da ficha de acompanhamento 1  devem ser realizadas neste momento.

    2ª atividade: relacionar a soma no ábaco ao algoritmo da adição

      Para ensinar a adição utilizando o ábaco como recurso pedagógico, é fundamental que o professor articule o trabalho feito sobre o ábaco com as etapas do algoritmo da adição. Sem que esses dois processos sejam realizados simultaneamente, corre-se o risco de que o aluno aprenda a operar sobre o ábaco sem relacionar esta tarefa ao algoritmo que desejamos ensinar (e assim o algoritmo continuaria sendo um processo mecânico desprovido de significado). Veremos como trabalhar em sala de aula para promover pelo uso do ábaco a compreensão do significado dos diferentes passos do algoritmo de adição.
    1º PASSO - ARMAR A CONTA
    • Primeiro o professor deve colocar no quadro um exemplo e armar a conta colocando sobre cada algarismo a letra que representa sua ordem:
    a) 12 + 9 =
    conta12mais9
    (é importante colocar o zero antes do 9 e explicar aos alunos que isso significa que temos zero dezenas).
    2º PASSO - REPRESENTAR A PRIMEIRA PARCELA NO ÁBACO
    •    Em seguida o professor deve pedir aos alunos que representem o primeiro número no ábaco. Logo que os alunos tenham realizado esta tarefa o professor deve representar em seu próprio ábaco para que os alunos confiram. 


    12

      3º PASSO - ADICIONAR A SEGUNDA PARCELA NO ÁBACO
      •     A seguir pede-se aos alunos que acrescentem 9 argolas às unidades para efetuar a soma.


       abaco12mais9_1

      4º PASSO - RELACIONAR A TROCA DE ARGOLAS AO "VAI-UM"
      Pergunta-se quantas argolas ficaram no pino das unidades. Quando responderem 11, perguntamos se podemos ficar com 11 argolas neste pino. Devemos esclarecer que não, que só pode haver no máximo 9 argolas em cada pino, e, portanto, devemos trocar dez argolas de unidades por uma no pino das dezenas.
      abaco12mais9_2

           Simultaneamente explicamos no algoritmo: quando somamos duas unidades mais nove unidades temos como resultado onze unidades, mas não podemos escrever 11 na casa reservada às unidades, então, assim como substituímos 10 unidades por uma dezena no ábaco, devemos “levar uma dezena” para a casa das dezenas (é o “vai um”) e ficamos com uma unidade apenas na casa das unidades. Então temos:

      12mais9_1

      5º PASSO - OBSERVAR E REGISTRAR O RESULTADO
      •      Observamos que o resultado no ábaco conta com duas argolas no pino das dezenas.
      • Voltamos ao algoritmo para terminar a conta explicando que a dezena que levamos após a substituição se somou no ábaco à dezena proveniente do 12:
      12mais9_2
      6º PASSO - PRATICAR MAIS UM POUCO...
      A seguir apresentamos mais alguns exemplos de soma. É importante que o professor conduza o trabalho sempre trabalhando simultaneamente no ábaco e no algoritmo, como explicamos acima. Repita com os alunos estes procedimentos para que fiquem claros.
      • 341 + 19 =
      • 629 +81 =
      • 800 + 308 =
      • 1000 + 350 =

      3ª atividade: relacionar a subtração no ábaco ao algoritmo desta operação (sem substituições)

      Aqui valem as mesmas observações que fizemos quando tratamos da adição: é fundamental que o professor articule o trabalho feito sobre o ábaco com as etapas do algoritmo da subtração. Sem que esses dois processos sejam realizados simultaneamente, corre-se o risco de que o aluno aprenda a operar sobre o ábaco sem relacionar esta tarefa ao algoritmo que desejamos ensinar (e assim o algoritmo continuaria sendo um processo mecânico desprovido de significado).
      1º PASSO - ARMAR A CONTA
         Trabalharemos primeiro sobre um exemplo que não exige substituições.O professor deve propor a operação e armar no quadro a conta:

      64-23 =
      64menos23_0

      2º PASSO - REPRESENTANDO O MINUENDO NO ÁBACO
      Em seguida, no ábaco, junto com os alunos, representamos o 64 (o minuendo)
      64

      3º PASSO - SUBTRAÍMOS NO ÁBACO O SUBTRAENDO E RELACIONAMOS AO ALGORITMO
      Subtraímos 3 argolas do pino das unidades e duas do pino das dezenas.


      abaco64menos23
      Realizamos na conta armada cada um dos passos equivalentes às operações que executamos sobre o ábaco, sempre chamando a atenção para a relação entre o movimento no ábaco e o procedimento na continha (“das quatro argolas das unidades, tiramos três e ficamos com uma, das seis argolas das dezenas, retiramos duas e ficamos com quatro”):
      64menos23_1

      4ª atividade: relacionar a subtração no ábaco ao algoritmo desta operação (conta com substituições)

      Em seguida devemos efetuar junto com os alunos alguma subtração que exija substituições. Vamos trabalhar com o exemplo 640 – 42.
      1º PASSO - ARMANDO A CONTA
           Colocamos no quadro a operação e armamos a conta:
                   640 - 42 =
      640menos42_0
      2º PASSO - REPRESENTANDO O MINUENDO NO ÁBACO
            Junto com os alunos, representamos no ábaco o número 640;


      640

      3º PASSO - SUBTRAÍMOS NO ÁBACO O SUBTRAENDO E RELACIONAMOS AO ALGORITMO
          Em seguida, propomos a retirada de duas unidades. Esperamos que os alunos percebam que não há nenhuma argola no pino das unidades e então propomos a eles que para que consigamos subtrair as duas unidades é converter uma argola do pino das dezenas em dez argolas no pino das unidades. Após a conversão, ficaremos com:


      640trocado
          Agora podemos efetuar a subtração das duas unidades:


      638
        Devemos, nesse momento nos voltar para a conta armada e realizar as etapas relacionadas ao que acabamos de fazer no ábaco. Explicamos que não é possível subtrair duas unidades de zero, então “pedimos emprestado” dez unidades para a casa das dezenas, da mesma forma como transformamos no ábaco uma argola das dezenas em dez argolas nas unidades:
      conta640menos42_1
        Em seguida precisamos subtrair quatro dezenas e nos deparamos com o mesmo problema de antes: temos apenas 3 dezenas disponíveis. Fazemos no ábaco a substituição necessária (trocando uma centena por dez dezenas) e em seguida demonstramos esse processo no algoritmo:


      conta640menos42_2
      4º PASSO - PRATICANDO MAIS UM POUCO...
        Devemos resolver junto com os alunos tantos exemplos quantos sejam necessários e, depois, propor que eles resolvam alguns sozinhos. A seguir sugerimos dois outros exemplos para serem trabalhados como os anteriores.
      a) 500 - 208 =
      b) 1500 - 350 =
      Por fim recomendamos a aplicação da ficha de acompanhamento sobre adição e subtração com o ábaco. 


      lapis

      A IMPORTÂNCIA DO CALCULO MENTAL PARA A CONSTRUÇÃO DO CONCEITO DE NUMERO.

        


        
           Primeiramente, considera-se cálculo mental um conjunto de procedimentos de cálculo que podem ser analisados e articulados diferentemente por cada indivíduo para a obtenção mais adequada de resultados exatos ou aproximados, com ou sem o uso de lápis e papel.
         Os procedimentos de cálculo mental se apoiam nas propriedades do sistema de numeração decimal e nas propriedades das operações, e colocam em ação diferentes tipos de escrita numérica, assim como diferentes relações entre os números.O cálculo mental permite maior flexibilidade de calcular, bem como maior segurança e consciência na realização e confirmação dos resultados esperados,tornando-se relevante na capacidade de enfrentar problemas.Tal desenvolvimento de estratégias pessoais para se calcular vai ao encontro das tendências recentes da psicologia do desenvolvimento cognitivo, que nos apontam para a importância de uma aprendizagem com significado e do desenvolvimento da autonomia do aluno.
          No dia a dia, nem sempre é necessário chegar ao valor exato ao final de uma conta na maioria das vezes, basta uma aproximação para tomar uma decisão:o dinheiro vai dar para comprar tudo o que preciso na cantina da escola? A quantidade de pacotes de cadernos vai ser suficiente para toda a turma? Arredondar pode ser útil em situações como essas. Reservar um tempo para o confronto das diferentes estratégias faz com que a criança analise outras maneiras de resolver as contas e se aproprie das que lhe parecem mais eficazes.Conforme os estudantes vão contando o raciocínio desenvolvido, você pode registrar as etapas no quadro para que o resto do grupo acompanhe.Diferentemente do que pode parecer, a escrita não é proibida no cálculo mental. Crianças que fazem pesquisa de preços, guardam dinheiro para comprar uma revista, e principalmente, aquelas que ajudam os pais no comércio "fazem" matemática muito antes de ouvir falar em fórmulas e operações. O problema é que, na escola, se ensina a elas como calcular desconsiderando totalmente o que já sabem os alunos já sabem fazer conta de cabeça  professor só precisa descobrir as estratégias que eles usam e mostrar outras, a turma vai se sair bem melhor nos cálculos escritos.